4 fatos sobre ronco que você precisa saber

17 de dezembro, 2020

4 fatos sobre ronco que você precisa saber

Você sabia? De acordo com uma pesquisa da Universidade de São Paulo, realizada em meados dos Anos 2010, mais da metade dos brasileiros reportam o ronco. Quer mais? A Superinteressante revelou em reportagem que os ruídos noturnos são a terceira maior causa de divórcios.

Na mesma reportagem, a revista conta a história de uma senhora cujo ronco chega a 111 decibéis. Isso é mais barulho que um jatinho voando baixo, que alcança aproximadamente 103 decibéis. O seu marido, é claro, era obrigado a dormir em outro quarto. 

Mas além desses fatos anedóticos, o ronco pode ser sinal de alerta de que algo não está bem e é importante entendê-lo . 

Afinal, o que é o ronco?

O ronco é o ruído produzido durante o sono e causado por um estreitamento nas vias respiratórias. 

Enquanto dormimos, as vias aéreas são protegidas por diferentes mecanismos cujo objetivo é não deixar que elas sejam obstruídas. Mas, para algumas pessoas, toda essa “força-tarefa” não é suficiente e o fluxo de ar encontra mais dificuldades para fluir já que ele tem menos espaço para passar.

Esse estreitamento causa uma vibração nos tecidos que formam a garganta, o que gera esse ruído tão desagradável. 

Quais são as causas do ronco?

Algumas das causas do ronco são corriqueiras e podem acontecer com qualquer pessoa, como o consumo de álcool ou medicamentos sedativos, uma vez que eles relaxam os músculos da faringe. 

O tabagismo também pode levar as pessoas a roncarem porque ele gera um edema na mucosa e, consequentemente, isso estreita a nasofaringe. É o mesmo que acontece durante resfriados ou crises alérgicas. 

A apneia do sono, distúrbio em que a respiração para por alguns momentos durante a noite, também gera ronco. Por ser potencialmente perigosa, ela deve ser tratada com cuidado por um médico. 

Outros fatores de predisposição para roncadores são o sobrepeso, a asma (sobretudo asma noturna) e a posição em que dormem, especialmente a de “barriga para cima”, a chamada decúbito dorsal.

Devo procurar um médico por causa do meu ronco?

Em seu site institucional, a equipe de medicina do sono do Hospital Albert Einstein sugere que antes de buscar um médico, seja feita uma autoavaliação com as perguntas abaixo:

– O seu parceiro/a ou companheiro/a de quarto tem queixas de que você ronca regularmente? 

– Você recentemente ganhou peso ou parou de se exercitar?

– Você tem membros da família que roncam?

Caso a resposta seja sim em pelo menos uma das perguntas, você tem grandes chances de roncar (caso já não ronque). Se o ronco for muito alto ou frequente, busque um médico do sono e, se possível, leve seu parceiro de quarto para a consulta, pois ele poderá oferecer informações valiosas ao profissional.

Mais fatos sobre o ronco que você precisa conhecer

Confira abaixo outras informações sobre esse distúrbio tão ruidoso.

1 – Existem diferentes tipos de roncos…

O ronco é classificado de diferentes maneiras na literatura médica. 

Alguns autores categorizam ele de I a III, de acordo com intensidade, sendo o III aquele que pode ser ouvido do lado de fora do quarto, com a porta fechada.

Por outro lado, algumas referências apontam apenas dois tipos: primário (não causado por doenças; a respiração é obstruída, mas não interrompida) e secundário (mais grave; um sinal de apnéia do sono). 

2 – … e o tratamento depende disso

Quando um médico detecta que o ronco é problemático e precisa de tratamento, ele primeiro precisa determinar qual é a categoria do paciente. Só depois disso ele faz a opção:

Intervenção conservadora / comportamental, que pode incluir perda de peso, adaptação da posição de sono e tratamento de rinite, entre outros.

– Intervenção não cirúrgica, com a utilização de dispositivo intra-oral e CPAP, um aparelho que envia um fluxo de ar para as vias respiratórias.

– Intervenção cirúrgica, com procedimentos como cirurgia nasal, cirurgia do palato e cirurgia bariátrica.

3 – Homens roncam mais que mulheres

Para cada quatro “roncadores”, há apenas uma “roncadora”, mas esse número fica mais parecido em grupos de pessoas mais velhas. A culpada é a menopausa, que geralmente acontece entre os 45 e 55 anos da mulher.

Luciane Luna de Mello, pneumologista do Instituto do Sono, em São Paulo, explicou o porquê. “Na idade fértil, o estrogênio, hormônio sexual feminino, protege a musculatura da garganta. E assim como acontece com os outros músculos, os da faringe também perdem tônus com o tempo, o que contribui para fechar a passagem do ar”. 

4 – Muitas pessoas não percebem o quanto ele atrapalha o sono

O ronco atrapalha a rotina do sono até mesmo de quem não ronca, afinal não é nada fácil dormir com um barulho com os mesmos decibéis que um trator dentro do quarto.

Tanto o roncador (pelas interrupções da respiração) quanto o seu parceiro (por causa do ruído), podem ter pequenos despertares ao longo da noite que fazem com que o sono não seja reparador. Esses momentos muitas vezes não são sequer lembrados na manhã seguinte, mas não por isso são menos prejudiciais. 

Tecnologias que controlam a qualidade do sono, a autoavaliação mencionada acima e uma visita ao médico podem ter grandes efeitos na sua qualidade de vida. 

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